Saúde terá 1,5 bilhão para investir em pesquisa e inovação
A pesquisa científica na área de saúde poderá ter importante avanço no país nos próximos quatro anos se, de fato, o Ministério da Saúde, aplicar o volume de recursos que o ministro Alexandre Padilha anunciou que será destinado a essas atividades. Durante o 1º Encontro com a Comunidade Científica, realizado essa semana em Brasília, o ministro informou que o país irá investir, a cada ano (de 2012 a 2015), R$ 350 milhões na área de pesquisa, desenvolvimento e inovação.
Os recursos (no total de R$ 1,5 bilhão) serão destinados a ações estratégicas – essas estão definidas no Plano Pluarianual 2012-2015 – que procuram vincular às atividades de pesquisa e inovação as efetivas necessidades de saúde do país. “No momento em que o Ministério da Saúde tem como meta a ampliação do acesso com qualidade a todos os brasileiros, é fundamental o fortalecimento de iniciativas pela pesquisa, desenvolvimento e inovação em saúde”, afirmou o ministro durante o encontro.
Nos últimos quatro anos, os recursos empregados em pesquisa e inovação na área da saúde pelo ministério foram da ordem de R$ 400 milhões – de acordo com o ministério esse valor corresponde a 53% de todo o recurso investido no segmento no Brasil.
O Ministério também informou durante o encontro sobre o lançamento de outras duas medidas que prometem acelerar o processo de aprovação de testes com novos medicamentos envolvendo seres humanos no país e a publicação de artigos de pesquisadores brasileiros. São elas a Plataforma Brasil e o Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (Rebec) – essas plataformas vão reunir, em ambiente on line, os projetos de pesquisas e ensaios clínicos em desenvolvimento no Brasil.
Para fazer com que os recursos sejam direcionados às reais necessidades da saúde no país, foram definidas áreas prioritárias. No caso da saúde, elas estão contidas na
Agenda de Pesquisas Estratégicas para o Sistema de Saúde (Pess), que contempla, entre outros, os seguintes eixos: Complexo Produtivo Nacional, Modelo e Instrumentos de Gestão, Atenção Básica e Atenção Especializada, Vigilância em Saúde, Rede Cegonha, Rede de Urgência e Emergência, Assistência Farmacêutica, e Regulação e Fiscalização da Saúde e Erradicação da Extrema Pobreza no País.